Sara Winter é transferida para a Colmeia, presídio feminino do DF

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Por Natália Lázaro

Ativista é investigada por ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e por envolvimento em ato que disparou fogos contra a Corte

A líder do grupo conhecido como “3oo do Brasil”, Sara Winter, presa temporariamente desde segunda-feira (15/06), foi transferida na tarde desta quarta-feira (17/06) da superintendência da Polícia Federal (PF) para a penitenciária feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

A ativista foi detida em desdobramentos da Operação Lumus, que investiga atos antidemocráticos e ameaças contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ato foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes. Sara é investigada pelo Ministério Público por ameaçar Moraes nas redes sociais. Ela disse que transformaria a vida do ministro em um “inferno” após ela ser incluída no inquérito das fake news.

e acordo com a defesa da ativista, Sara teria agido “pelo calor do momento” ao disparar contra Moraes. As ameaças foram feitas minutos após a chegada da PF na casa da bolsonarista, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no inquérito contra as fake news.

Nessa terça-feira (16/06) outros três integrantes do grupo liderado por Sara também foram presos. Eles estavam na mira da PF desde segunda-feira, e tiveram a prisão pedida junto à de Sara.

Na Colmeia, ela ficará em uma cela individual, “devido à grande exposição das últimas semanas”, informou uma fonte ligada à administração do presídio feminino.

Leia a íntegra da nota da defesa de Sara Winter:

Lamentavelmente Sara Winter foi transferida hoje da sede da Polícia Federal para o presídio feminino do Gama, conhecido como “Colmeia”, sem que seu Habeas Corpus fosse sequer apreciado. Em seu depoimento (15/06), Sara deixou claro que vem sofrendo ameaças de morte oriundas de dentro da penitenciária, sendo, inclusive, informado ao delegado responsável e através de petição à Ministra Relatora do HC impetrado, Carmem Lúcia, requerendo a análise urgente da medida liminar para sua imediata soltura, pois entendem que sua prisão é ilegal, arbitrária e política.

A defesa informa que até o presente momento não teve acesso sequer à decisão que motivou a prisão temporária, o que entendemos uma grave ofensa ao exercício da ampla defesa, previsto na Constituição Federal, e prerrogativas dos advogados constituídos. O HC foi impetrado no mesmo dia de sua prisão (15/06), mas, até o presente momento não houve qualquer decisão, o que causa absoluta estranheza pela demora.

A defesa está tomando todas as medidas cabíveis e necessárias para que o direito de Sara Winter seja respeitado, bem como às prerrogativas de seus defensores. Por fim, é relevante informar que apenas os advogados abaixo descritos estão habilitados na defesa de Sara Winter, e aduz-se alerta para pessoas que estão utilizando o nome de Sara Winter para realização de “vakinhas” virtuais, com viés arrecadatório, o que não possui qualquer ligação com mesma, e sequer por ela foi autorizado ou requerido.

Em oitiva, a bolsonarista ficou calada ao ser questionada sobre o motivo das ameaças e negou participação no ato que envolveu a queima de fogos em direção ao prédio do STF.

Fonte: Metrópoles.com